Criado em 5 dias atrás.  39 visitas.
Fonte:
https://epoca.globo.com
'Falta de diagnóstico do coronavírus levou meu filho', diz mãe de músico de 26 anos - Época

'Falta de diagnóstico do coronavírus levou meu filho', diz mãe de músico de 26 anos

Paciente tentou realizar teste para Covid-19, mas não conseguiu agendar em laboratórios do Rio; ele morreu no último sábado (21) em um hospital da Zona Norte da cidade
Músico carioca morreu com suspeita de coronavírus Foto: Reprodução
Músico carioca morreu com suspeita de coronavírus Foto: Reprodução

A mãe ainda está em choque. Pensa o tempo todo sobre o que poderia ter sido feito a mais para salvar seu filho, um publicitário e músico de 26 anos, que morreu no último sábado (21) no hospital Badim, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

A principal suspeita para a causa do óbito: Covid-19. Mas o paciente não conseguiu descobrir enquanto estava vivo se tinha sido infectado pelo coronavírus. 

"Liguei para todos os laboratórios do Rio de Janeiro por uma semana e não consegui marcar o teste em lugar nenhum. Acabei de cremar o corpo do meu caçula, um jovem saudável. A falta de diagnóstico levou meu filho. Se tivesse antes a confirmação da infecção pelo coronavírus, talvez ele pudesse ser salvo", disse a mãe, uma engenheira, de 54 anos, em entrevista a ÉPOCA.

No domingo, 15 de março, o jovem acordou sem apetite e com sintomas de mal estar. Ao longo da tarde, teve febre de 38o C.

Ele descansou e tomou analgésicos por quatro dias. Sem melhorar, procurou o Hospital Badim, na Tijuca, onde foi medicado e liberado.

No último sábado (21), voltou à unidade e seu quadro clínico evoluiu rapidamente para uma situação crítica. Foi entubado e passou a respirar com auxílios de aparelhos. Na sequência, teve uma parada cardíaca. A equipe conseguiu restaurar seus batimentos. Mesmo assim, ele não resistiu e morreu horas depois.

A mãe conta que o jovem estava com o check-up em dia e não tinha nenhuma doença crônica ou problemas respiratórios, como bronquite.

"Meu filho não estava no chamado grupo de risco. Não fumava. Na primeira vez que deu entrada no hospital, foi vista uma mancha pequena no pulmão. Na segunda, ele já estava com 50% da capacidade respiratória comprometida”, relatou.

O rapaz era integrante de um grupo de pagode que se apresentava semanalmente em bares pela cidade. Vascaíno, esteve em São Januário em 12 de março para assistir ao jogo de seu clube contra o Goiás pela Copa do Brasil.

"Ele tinha um coração enorme. Foi um irmão que a vida me deu no palco e que vai fazer parte para sempre da minha trajetória", disse o cantor da banda na qual o jovem tocava pandeiro, de 27 anos.

Procurado por ÉPOCA, o Hospital Badim informou que seguiu todos os protocolos do Ministério da Saúde e empregou "todos os esforços, humanos e tecnológicos, para salvar a vida do paciente".

Em nota, afirmou ainda que realizou o exame para detecção do vírus foi realizado no último sábado e que, antes mesmo do resultado, o caso foi relatado como suspeito para o coronavírus.

Leia também: